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Estilo dos Mangás


Aaall aboooaard!! (ノ ` ∀´)ノ Hahahahaha... I’m back, queridos! Depois de semanas a fio combatendo as forças malignas de Mordor, lidando com seu exército inóspito e funesto, recuperando territórios devastados e restaurando a divina alegria no meu lindo mundo, estou de volta para o trem mais adorado de todos!

A partir de hoje em diante minha coluna tem nome novo: Universo Deka. Trata-se de uma estação que aborda o aprofundamento mental de modo fácil e prático. Aqui os leitores desvendarão os mistérios desse cosmo tão expressivo e comunicativo que é a arte animada e desenhada japonesa, juntamente com a sua detetive louca: eu!

Sem mais delongas, quero convidar os leitores a viajarem comigo à incrível Galáxia Mangá! Alerto desde já que precisamos estender suas estadias por ser um assunto abrangente demais (Tradução: dividir a postagem em partes).
Basicamente, hoje esclarecei alguns pontos sobre o estilo do mangá, que vale também para os animes.

Então, sigam-me e acomodem-se!  ~(  ≧ ω ≦) ~

O mangá é facilmente reconhecido pelas suas características únicas, como olhos expressivos e onomatopéias até de sentimentos. Além do formato diferente e a leitura inversa aos quadrinhos ocidentais.
Basicamente, o mangá é constituído desses elementos descritos acima. Mas, por que desenhar olhos grandes? O silêncio não tem som, para que representá-lo?
Como mencionei antes, Osamu Tezuka (Deus do Mangá) renovou o estilo do mangá nos anos 1940. Sendo fã de Takarazuká e das animações da Walt Disney, ele associou as ideias americanas de desenho nas próprias criações.

O Takarazuka Revue (宝塚歌劇団 Takarazuka Kagekidan) é um teatro japonês formado somente por mulheres, que interpretam papéis tanto masculinos (chamadas de otokoyaku, literalmente "papel masculino") quanto femininos (chamadas de musumeyaku, literalmente "papel de moça" ou "papel de filha"). O figurino e o cenário são excessivamente chamativos e as perfomances melodramáticas.
Foi fundado na cidade Takarazuka, na província Hyogo, em 1913 por Kobayashi Ichizo, presidente da Hankyu Railways. A cidade era o término da linha Hankyu de Osaka e famosa por suas fontes termais. Kobayashi criou o grupo de teatro para aumentar as vendas de bilhetes da linha de trens da cidade, promovendo apresentações musicais com dança de estilo ocidental.

Sabendo disso, a resposta para a primeira questão é bem simples: os olhos grandes expressam as emoções dos personagens mesmo num quadrinho pequeno, facilitando a compreensão de imediato.

De acordo com o bom dicionário a onomatopéia é o "vocábulo cuja pronúncia lembra o som da coisa ou a voz do animal". Nas histórias em quadrinhos são escritas com letras caracterizadas em diversos estilos e tamanhos para compor o visual gráfico de uma página.
No mangá, as onomatopéias têm uma função um pouco diferenciada. São comumente usadas para representar os sons da natureza (chamadas giongo, 擬音語) e estados psicológicos e físicos dos personagens (chamadas de gitaigo, 擬態語), também podendo figurar os advérbios japoneses. Por exemplo, o latido de um cão é "wan wan" ( ◕ ∀ ◕ ) e o silêncio é representado por "shiii~n".

Tezuka importou também as representações visuais como as linhas contínuas de movimento e a alternância das figuras, geralmente personagens, se sobressaindo os quadros dando uma perspectiva mais realista.

Modo de leitura e formato

Apesar de ser rapidamente fácil descobrir como se lê um mangá, o começo da leitura é pela última capa (no sentido ocidental) e durante o mangá inteiro a sequência de quadros e balões de fala é feita da direita para esquerda. O esquema ao lado ilustra a forma correta. E alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.
As HQs japonesas costumam ser impressas em preto e branco ou escala de cinza, com algumas páginas coloridas no início dos capítulos - normalmente dando-nos as possíveis ideias de como se caracterizam os personagens, como cor dos olhos e dos cabelos, e suas vestimentas. São produzidas em papel reciclado, comumente usados em jornais e nas agendas telefônicas, para que seus valores monetários fiquem acessíveis e elas sejam compradas e lidas pelo máximo de pessoas.

 Observações e Pseudo-Bibliografia

- E-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades, de Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes. Publicado em março de 2011. Está disponível para download no site Sushi POP, de Alexandre Nagado.
- Takarakuza History, Takarakuza Revue. (Em inglês)
- Takarakuza Revue, Wikipédia, a enciclopédia livre.
- Mangá, Nihongo Brasil.
- Onomatopéia, Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa.
-  Giongo & Gitaigo - As onomatopéias japonesas, Blog do Roberto Tuji.
- Onomatopéias em japonês, Língua Japonesa.


Agradeço suas atenções, magníficos viajantes! Daremos uma pequena pausa para os vossos lanches e retornaremos daqui a poucos instantes.