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Tezuka, o Deus do Mangá

OHAI! E aí, como estão meus queridos passageiros? Depois de uma longa pausa estou de volta com um post novo, meio velho... /hm E também pra pedir desculpas por não ter postado nada ultimamente. /cry E antes que eu seja linchado pela Nana, aproveito a deixa dada pela iPado-chan, e lhes apresento o grande mestre e precursor do estilo mangá que conhecemos e tanto amamos, Osamu Tezuka!



O mangaká, animador, produtor e médico (apesar de nunca ter exercido a profissão). Osamu Tezuka nasceu em Osaka, Japão, no dia 3 de Novembro de 1928. Seu trabalho foi inovador tanto nos mangás quanto nos animês, ficando conhecido como "o Deus do mangá", "o pai do animê." e também como o "Walt Disney japonês". Faleceu de câncer dia 9 de fevereiro de 1989.

                   

                               


Suas principais obras em mangá: Metropolis (1949), Kimba- O Leão Branco (Jungle Taitei, 1950),Astro Boy  (Tetsuwan Atom, 1952), A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi, 1953), Hi no Tori (1954), Buddha (1972) e Black Jack (1973).
Com mais de 20 anos desde que se foi, as 170 mil páginas que ele produziu durante a vida toda poderiam ser 200 mil, mas provavelmente seriam muito mais. Tezuka era um workaholic, produzir era seu vício.
Tezuka se foi com muitas idéias guardadas na cabeça, sem tempo de passar para o papel. Ele produzia muito, de deixar os mangakás de hoje envergonhados de perder o prazo de míseras 20 páginas semanais. Além do fato que ele nunca deixava a qualidade do mangá/animê  cair, tendo sempre muito cuidado com a narrativa e etc.
E o por que do título Deus do mangá? Porque ele criou, inovou, expandiu e estipulou os principais mandamentos do mangá. E, mesmo não sendo um bom desenhista, mostrou à que veio. Seus desenhos cumprem seu papel, não é à toa que ele criou o sistema de narrativa dos quadrinhos japoneses que conhecemos hoje.



O próprio Tezuka se gabava por não desenhar bem. E pode, já que ele não fazia rascunhos, mas, desenhava diretamente com a caneta no papel branco. E mais, ele não tinha cópias de suas histórias, mas lembrava de cada uma, cada página, e passava as instruções aos seus assistentes por telefone.
Ele trabalhou praticamente em todos os gêneros possíveis, mas tinha um ponto fraco: Como proceder em um mangá de esportes? Por isso invejava Eichi Fukui, a quem considerava seu rival. Ambos até diviram quarto na época da Manga Shonen, a maior revista até o surgimento da Shonen Sunday e Shonen Jump.
Apesar de suas rixas com grandes nomes como Shigeru Mizuki (pai do mangá de terror), Shotaro Ishinomori (antigo assistente de Tezuka e mangaká) e Takao Saito (defensor do Gekigá e criador do Golgo 13). Tezuka também tinha grandes amizades, como o a dupla Fujiko Fujiyo (criadores de Super Dínamo e Doraemon!) e claro, nosso grande criador da Turma da Mônica, Mauricio de Souza. Tezuka e Mauricio se conheceram numa das viagens do pai da Mônica à terra do sol nascente, na qual se tornaram grandes amigos, e até planejaram fazer um filme com seus personagens num incrível crossover (Imaginem o Astro Boy conversando com o Cebolinha... /face). Planos que foram frustrados depois da morte do mangaká, "Mas ele deu a grande “mancada” de morrer, e o projeto não foi realizado." Palavras de Mauricio em uma entrevista.

"Nós batemos grandes papos. É claro que eu em português e ele em japonês – tínhamos a ajuda de um intérprete." - Mauricio de Souza
Humanista, áspero, objetivo e crítico. Tezuka era uma figura grandiosa pelo seu trabalho, mas também era um humano e tinha seus defeitos, mesmo assim construiu um legado, que foi passado de gerações até os dias de hoje. E se tornou, um dos maiores nomes da história dos Animes e Mangás.

"A vida é importante e só o esforço a recompensa." - Osamu Tezuka