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[Review] Macross Frontier: O universo é o limite! I

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Boa noite, queridos leitores! Em razão de acontecimentos recentes (cahan, no novo chat aqui do site) decidi trazer pra vocês uma review de um anime muito bacana, que eu, particularmente, gosto muito. Mas antes, gostaria de anunciar que o Expresso Japão agora tem um group no msn! O intuito é aproximar tantos os redatores dos leitores quanto os próprios leitores entre si, com um diálogo bem interativo. Quem estiver interessado, pode adicionar o group279340@groupsim.com e ser feliz! Não se acanhe, você será bem recebido. Mas, voltando ao assunto desta postagem...














Trago pra vocês Macross Frontier! Macross é uma grande e antiga franquia (ainda me lembro dos joguinhos da Nintendo) que funciona como uma espécie de grande série que abriga várias outras séries menores dentro dela, com o mesmo cenário e contexto histórico, mas sempre trazendo personagens e enredo diferentes. Trata-se de um universo de ficção científica, vida fora da Terra, tecnologia e, é claro, Mechas. Produzida pelo Estúdio Nue, Macross Frontier é uma sequência direta da primeira série Macross e Macross 7 e traz, como toda boa franquia de Macross, um triângulo amoroso. As primeiras séries retratam como a humanidade, que ainda vivia na Terra, entrou em contato com os alienígenas através da tecnologia, e como ela foi usada para que os humanos pudessem avançar em direção ao universo. Enquanto a primeira série da Macross mostra uma nave alienígena encontrada na Terra e o primeiro contato dos humanos com esse tipo de vida, Macross Frontier, a série mais recente e à qual darei foco nesta postagem, o universo não é mais o limite. A Terra não é mais o único lugar a ser habitado, existem outros planetas, galáxias, e naves gigantescas comportam cidades inteiras.



SDF-1 Macross
Macross Galaxy

É impossível falar de Macross Frontier sem fazer alusão às suas antecessoras, pois muitos aspectos são marcantes em todas as série da franquia. Apesar de nos mostrar sempre personagens diferentes, explorando um psicológico cada vez mais diversificado, em todas as séries podemos observar fatores bem fixos e explorados com grande destaque. Esses elementos são essenciais, pois eles definem que tipo de público a série tem. Quem não gosta de mechas, por exemplo, acharia boa parte da franquia muito chata, pois é uma coisa que está muito presente mesmo.

A música, em todas as séries Macross, desempenha um papel muito forte. Sempre tem um ídolo da música envolvido na história, e, sendo mais específica, inserido num triângulo amoroso. Os Mechas se tornam temas centrais da franquia, usados como armas pela Macross para contra quem quer que seja. A ideia da Dobra se define como um buraco negro que transporta uma nave dentro de um espaço físico ou de tempo mesmo, e é descrita como um deslocamento de velocidade da luz super-espacial.

Certo, todo esse lenga-lenga pra quê? Pra chegarmos à Macross Frontier! Como já falei um pouquinho da franquia geral e que tipo de enredo e contexto ela aborda, podemos passar para o tema espécífico de hoje. Macross Frontier, como já falei, é a série mais recente, portanto, já mostra uma humanidade bem avançada em questão de tecnologia e cada vez mais distante da Terra. O enredo conta a história de Sheryl Nome, uma cantora pop muito famosa, Alto Saotome, um garoto que aspira ser piloto, e Ranka Lee, uma garotinha que mal sabe o quão envolvida com os alienígenas pode estar. A trama põe os três juntos e cria um triângulo amoroso e expõe reações e sentimentos. É uma história envolvente, com certeza.

Durante uma visita de Sheryl Nome, em uma turnê, à nave Frontier, um ataque alienígena interrompe sua apresentação e espalha destruição e medo, ameaçando a segurança da nave e das pessoas que ali vivem. Em meio à confusão, Alto Saotome, piloto amador e apaixonado pelo céu, decide arriscar sua vida para proteger a cidade e sua amiga, Ranka Lee, pondo em prática habilidades que nem ele sabia que possuía. O entrelaçar dos três reserva muitas surpresas, e revela segredos do passado que permaneciam selados...

Falando um pouco dos personagens...

Sheryl Nome é uma cantora pop muito famosa. Ela é muito esperada na Frontier e sua chegada provoca um rebuliço entre as pessoas. Sua personalidade se torna muito complexa de entender porque, a princípio, ela parece uma artista da mídia mimada e orgulhosa que só pensa em si mesma. Suas atitudes firmes e decididas são facilmente confundidas com presunção e audácia. Na verdade, ela contraria o tipo de protagonista feminina que as séries mais recentes têm colocado, que sempre retrata uma menina boazinha demais, ética, e que por vezes se torna indefesa e precisa de uma figura masculina, e protagonista, pra defendê-la, além de ter uma personalidade doce demais e maçante. Sheryl muda todo esse conceito quando se mostra imponente e independente, decidida a tomar suas próprias escolhas. Ela tem seus momentos de grosseria e insensatez, como todo personagem, mas podemos ver que ela vai aprendendo muita coisa quando entra em contato com Alto, por exemplo.

Alto Saotome é um rapaz um pouco afeminado de aparência. Por ter cabelo comprido, sua família o obrigava a participar de Teatro Kabuki interpretando uma princesa, motivo que faz com que seus amigos o chamem de Alto-hime. Ele sonha em ser piloto, voar, e sente preso dentro da nave. A série não aprofunda muito a personalidade dele, mas, a meu ver, ele se mostrou um ser muito indeciso. Ele não consegue se decidir com quem quer ficar, se é com Sheryl ou com Ranka, e se limita a ser passivo em relação às duas, que passam muito tempo tentando conquistá-lo. Ele se mostra decidido apenas na hora da batalha, já que ele, de fato, se torna um piloto da SMS e passa a operar um mecha.


Ranka Lee é a protagonista feminina boazinha. Ranka é doce, meiga, extremamente fofa. Uma personagem totalmente em contraste com a Sheryl Nome, mas o mesmo tempo que atende a uma demanda de fãs de anime/mangá. É muito comum ver personagens como ela, boazinhas, éticas, com uma história de vida trágica e que, de certa forma, fazem um apelo emocional ao expectador. A mim, ela parece muito maçante e apelativa, se torna até chato. Durante a série, apesar do claro triângulo amoroso entre os três, a série dá muito mais espaço para a Ranka nessa relação. Já no primeiro filme, que é como um grande resumo da série, Sheryl é quem tem esse destaque. Ranka se caracteriza como a típica personagem que é sempre salva pelo protagonista porque está sempre em perigo, acentuado pela história trágica que geralmente esse tipo de personagem tem. Mas calma, ela tem pontos positivos! Acho que a determinação dela é um ponto importante, não só em relação ao amor, mas à música, à salvar a Macross. Sem contar a inocência, que também é um ponto chave pra que o personagem de Alto se desenvolva.

Em suma, Macross é uma ótima franquia, desde a primeira série à última. Os traços variam, a temática evolui, mas cada momento tem seu brilho na trajetória do descobrimento do universo. O que eu acho bacana em Macross é o fato de conseguirem explorar uma temática grande, o avanço em direção a um universo desconhecido, e ao mesmo tempo abordar os conflitos psicológicos de cada personagem em contato com os outros. No geral, com pequenos pontos onde alguns elementos podiam ter sido melhor explorados, Macross é uma ótima indicação.



Como precisei fazer toda uma introdução ao tema, a postagem ficou extensa. Mas não se preocupem! Farei o mesmo esquema da review de Hakuouki, vou analisar cada quesito separadamente e dar uma nota, pra, no final, ter uma pontuação final. Sem contar que falarei de alguns outros personagens que não tive espaço pra falar aqui, como a Grace, o Brera, os pilotos da SMS... Isso ficará para o próximo post, a segunda parte dessa análise, só com as considerações finais. Espero que tenham gostado e que continuem acompanhando o Expresso Japão. Não se acanhem, mandem sugestões! E, lembrando, sintam-se à vontade para adicionar o chat do blog (dito no início da postagem).

Kissu :3

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