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[Review] Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai)

Calma calma... ainda estou vivo, e ainda sem cabeça para postar, MAS, relaxem, por que eu trouxe uma review importada do Random! /oh E espero que seja boa o suficiente, por que depois da entrevista fodona fantástica da DerpiNana... nem tenho mais coragem de dar as caras aqui com simples matérias e etc. /drama Enfim, hoje temos Shichinin no Samurai (Os Sete Samurais, Seven Samurai)! Sim, o filme mais clássico e épico dessa bola azul chamada terra /wat, epicidade dirigida por Akira Kurosawa ganhador do Prêmio Kyoto (1994) e do Oscar Honorário (1989). Akira também foi o diretor de Rashomon (Às portas do Inferno) e Ran (Os Senhores da Guerra) grandes clássicos do cinema mundial. 

                                       

Bem, comecemos do começo... antigamente, em tempos mais simples antes dessa moda massiva de animes e etc, a mais popular exportação cinematográfica do Japão era, sem dúvida os filmes de samurai. Mas, somente um filme do gênero teve repercussão e fama ao redor do mundo. O filme em questão é Os Sete Samurais de Akira Kurosawa, muitas vezes considerado o maior filme "exportado" do Japão. Mais do que qualquer coisa, esse filme serve como um dos exemplos supremos da arte de contar histórias no cinema, e mesmo com mais de três horas de duração sim, isso mesmo, 3 horas, a história e os personagens são tão cativantes, que o tempo parece voar.



Piada ruim, sorriso amarelo pra não perder a amizade. [?]


O guerreiro samurai era parecido com o cavaleiro europeu da idade média, sob o sistema próprio do Japão feudal. O samurais nascem em sua casta, e são treinados desde cedo para não fazerem nada além de lutar e servir o seu Senhor nas batalhas. No entanto, Kurosawa quebrou o "convencional" com seu filme, para contar uma história de samurai durante os anos de guerra civil no Japão. Era uma época em que muitos senhores tinham sido mortos na ação, deixando seus samurais sem emprego (Aí que surgiram os Ronnins). Alguns mantiveram o código do samurai (Bushido), o melhor que podiam, mas outros optaram por fazer a sua vida pela força bruta ao invés de passar fome.

Durante este tempo, uma aldeia de agricultores foi "visitada" por um grupo de bandidos, e dizem que no final da colheita irão voltar para rouba-los. Os agricultores ficam com medo. Sem ter como defender-se, os agricultores num ato de desespero, enviam alguns homens em busca deguerreiros samurais, esperando que venham em seu auxílio em troca de tudo que eles podiam oferecer, o que equivale a três copos de arroz por dia. Essa tarefa não será fácil, considerando as reduzidas recompensas, e para não mencionar que muitos dos aldeões tiveram encontros desagradáveis com samurais no passado, e não confiam os guerreiros.

Kikuchiyo, Samurai fanfarrão.
A partir daqui, grande parte do filme se trata da busca pelos samurais, com foco no cabeça quente Rikichi (Yoshio Tsuchiya), liderando as buscas por Ronnins dispostos a defender a vila em troca de comida e abrigo. O primeiro dos sete samurais é Kambei (Takashi Shimura), um grande guerreiro e líder; depois temos Kikuchiyo (Toshiro Mifune), um palhaço corpulento, cujo talento com a espada não coincide com sua arrogância; Kyuzu (Seiji Miyaguchi), um mestre espadachim calmo que deixa sua espada falar por ele; e o jovem Katsuhiro (Isao Kimura), que idolatra Shichiroji e Kambei. Também no grupo estão Heihachi (Minoru Chiaki), Shinchiroji (Daisuke Kaito) e Gorobei (Yoshio Inaba).


"YAAAY o/"
O filme foi dividio em três "arcos", o primeiro foi a reunião dos guerreiros e a introdução de cada um. A que mais me surpreendeu foi a do Kikuchiyo, que é a mais longa também. O segundo arco engloba a apresentação aos camponeses e os preparativos para a batalha. E novamente Kikuchiyo surpreende. E o terceiro e ultimo envolve a tão esperada batalha entre os ladrões e nossos sete heróis, e na qual nós espectadores sofremos mais com as perdas. Enfim, Os Sete Samurais é um filme fantástico, não só por sua história bem feita e narrada, mas em suas batalhas realistas, no qual Kurosawa enfatizou sempre captando os sete samurais na mesma tomada que é uma marca do próprio diretor. O filme tem o impulso que falta em muitos filmes longos, e apesar de seu comprimento, não há uma unica cena desperdiçada. É, de fato, uma obra-prima inesquecível, realmente vale a pena ir atrás desse filme, ASSISTAM!