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[Review] Hakuōki Series

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Estreando a sessão de reviews, trago pra vocês uma das minhas séries favoritas: Hakuouki! Passei algum tempo decidindo que review eu faria primeiro, já que tem um tanto de outros títulos que eu ainda penso em escrever (alguns muito clássicos, por sinal), mas acabei me decidindo pelo Hakuouki porque foi um dos últimos animes que assisti completo. Talvez por eu, desde sempre, me interessar pelo período das guerras civis japonesas, a era feudal, o regime do Shogunato e toda essa temática de samurais. Tudo isso você encontrará em Hakuouki! Pra quem se interessa pelo Japão antigo, essa série é a ideal, porque além de trazer elementos bem tradicionais, retrata pessoas que realmente existiram. Apesar de não ter tanta experiência com visual novel, os traços dessa me encantaram! Talvez porque ela faça jus ao tipo de história que foi criada, à época, e a gente perceba que o artista que desenhou o jogo, Kazuki Yone (passei a me interessar pela arte dele depois que vi Hakuouki), tem um estilo próprio. Um tipo de desenho difícil de se ver hoje em dia! Inclusive, muita gente só se interessou pelo jogo, a princípio, por causa do traço. A série é baseada num visual novel otome (isso é, com uma temática voltada principalmente para o público feminino) lançado em 2008, que mais tarde foi adaptada para anime. Nesta postagem, trataremos principalmente do anime, com uma ou outra pincelada do visual novel e outras referências externas.


Hakuouki Shinsengumi Kitan, a primeira temporada da série, seguida de Hakuouki Hekketsu-roku, foi lançada aqui no Brasil em junho do ano passado. Apesar do jogo ser claramente muito bom, não se sabia se o anime corresponderia às expectativas. Produzido pelo Studio Deen, e tendo como produtor Yamazaki Osamu e Nakajima Atsuko como character design, a primeira temporada de Hakuouki teve 12 episódios, com cerca de 23 minutos cada. A seguir, trataremos de cada ponto separadamente, atribuindo as respectivas notas para nos ajudar a chegar a uma média final...


   História   

A trama se passa no final do Bakufu, o período mais conturbado do regime Shogunato, numa época em que o Japão, até então isolado do resto do mundo, estava prestes a abrir suas primeiras frestas. O anime conta a história de Yukimura Chizuru, uma jovem que deseja desesperadamente encontrar seu pai, um importante médico que viajara a trabalho e desaparecera misteriosamente. Decidida a encontrá-lo, Chizuru parte para Kyoto. Chegando lá, é perseguida por um grupo de samurais insanos, e quando estava prestes a ser morta, fora salva por outros samurais, embora vestissem o mesmo uniforme azul e branco semelhante aos dos primeiros. Em meio à confusão, Chizuru desmaia. Quando acorda, percebe que está no quartel general do Shinsengumi, uma unidade policial responsável por conter as rebeliões na capital (que, na época, era Kyoto). Chizuru estava ali para vê-los decidir o seu destino.
Nota — 9.
Comentários — A história, em si, é perfeita. Apesar de eles usarem a protagonista pra deixar o jogo mais feminino, o objetivo mesmo era mostrar o Shinsengumi, por quem eu sou alucinada desde o colégio. Sempre achei a história deles interessante, e um anime que a aborde totalmente (porque os outros não centravam no Shinsengumi, eles apenas apareciam pra ilustrar, como em Gintama e Rurouni Kenshin) é uma ótima maneira de mostrar um pouco do passado real do Japão. Muitos elementos foram mantidos durante a produção do anime, como os nomes originais e os lugares onde aconteceram as batalhas. A única coisa que MATOU a série, e tirou o único ponto nessa review inteira, foi a produção ter metido um tal de Ochimizu no meio, um remédiozinho que transforma os samurais em um bando de vampiros. Cara, pra quê? Já estava tudo tão legal, e até romance eles tinham colocado no meio (pra atrair o público feminino), então não vi sentido NENHUM nessa parada. Achei que eles exageraram nessa parte, fantasiaram demais, acabaram com a parte "real" do anime.

   Personagens   

É difícil precisar quem são os personagens principais, já que são muitos. Todos os capitães do Shinsengumi aparecem com certa relevância na história, mas alguns ganham mais destaque. Aproveitei a oportunidade pra mencionar também o Seiyuu de cada um desses personagens, e gostaria de pedir uma atenção especial do Seiyuu do Hijikata, o Shinichiro Miki, que já fez outros personagens importantes como Roy Mustang, Urahara Kisuke, Assassin e Hiruma.

Hijikata Toshizou — O vice-capitão do Shinsengumi. Seu gênio é difícil, e ele é muito rígido, até mais que o próprio capitão, Kondou Isami. É o mais determinado de todos, e talvez o único que realmente tem o Shinsengumi dentro de si. É extremamente disciplinado, tanto consigo mesmo quanto com o grupo, e um exímio samurai, com uma habilidade com a espada que poucos tem. É dublado por Shinichiro Miki.
Okita Souji — Tem uma personalidade naturalmente cínica e dissimulada, e frequentemente faz brincadeiras "inocentes" com os membros do Shinsengumi. Apesar de ser aparentemente muito simpático, Souji é muito esperto, sorrateiro, e principalmente perspicaz. De todos, é o que tem mais habilidade com a espada, que só não é maior por causa da tuberculose que o assola. É dublado por Showtaro Morikubo.
Hajime Saito — Caladão, na dele, bem diferente do Saito mostrado em Rurouni Kenshin, apesar de eles frizarem, mais uma vez, o mesmo golpe único que ele tem. Só abre a boca pra dizer algo realmente importante, e, assim como o Hijikata, acredita mesmo no Shinsengumi, no ideal e carrega a bandeira com orgulho. Geralmente é o que faz mais sucesso entre as garotas, por algum motivo desconhecido. Seu dublador é Kousuke Toriumi.
Yukimura Chizuru — A protagonista da série. Apesar de ser determinada e decidida, Chizuru é mostrada como uma garota indefesa, sendo esse o motivo pelo qual os outros membros estão sempre por perto pra defendê-la. É doce, meiga e sincera, e vai conquistando o carinho de cada um dos membros do Shinsengumi aos poucos, singularmente, até de Hijikata e Saito, os mais caladões e reservados. Sua dubladora é Houko Kuwashima.

Nota — 10.
Comentários — A maneira como os personagens foram mostrados foi excelente! Chizuru como protagonista falhou um pouco, deixou a desejar, já que na primeira temporada, e mesmo durante boa parte da segunda, ela não faz quase nada. Os outros é que têm que, praticamente, correr de um lado pro outro pra salvá-la porque ela é muito indefesa. Se for analisar dentro do estilo Otome, faz sentido. O resto dos personagens ficaram ótimos, e apesar de algumas coisas não terem sido fielmente mostradas, como a própria aparência do Souji (que era um baixinho careca e raquítico e no anime saiu como um dos mais atraentes), temos de pensar que, como animação, a coisa serviu muito pra atrair expectadores. O Hijikata, por exemplo, ficou muito parecido com o original, a pessoa, e eu achei isso muito bacana. E, só pra finalizar, AQUELA VOZ DELE ME MATA, OK? Pronto, falei.



   Produção Artística   

O traço de Hakuouki, tanto da primeira como da segunda temporada, é bem moderno. Isso é fácil de notar. Por ter sido lançado recentemente, todas as últimas técnicas em anime foram mescladas na série. O character design, citado lá no começo da review, fez um ótimo trabalho. Os movimentos à cavalo, as investidas de espada, e até o sangue jorrando!
Nota — 10.
Comentários — Além do que falei acima, acredito que o jogo foi muito bem adaptado no anime no que diz respeito à essa parte de desenho. As árvores, e sobretudo as sombras dos corpos (que eu costumo encrencar muito nos animes) e as expressões faciais. Tudo de primeiríssima qualidade!

   Trilha Sonora   

Ambas as aberturas, Izayoi Namida e Maikaze, são cantadas pela Yoshioka Aika. Os encerramentos, Kimi ni Kioku e Akane Aora ni Negau, pela Mao, de quem sabemos muito pouco, apesar do grande sucesso de Hakuouki. Além disso, durante os episódios, sempre ouvimos instrumentais bem tradicionais, com aqueles tons longos de flauta e shamissen, quase sempre com umas batidas bem fortes e "imperiais".
Nota — 10.
Comentários — Eu, particularmente, adorei a trilha sonora. Cada uma das músicas me tocou de uma forma incrível, e olha que não costumo me ligar muito na trilha sonora (uma mania horrível, eu sei). As aberturas são INCRÍVEIS, e os encerramentos mais ainda. Escutei cada um deles umas 300 bilhões de vezes, pelo menos. A voz da Aika combinou perfeitamente com o estilo do anime, já que ela é meio rouca, mesmo ela tendo uma aparência de menininha. A Mao igualmente.


Chegamos ao final! Somando as notas de cada quesito, e dividindo pelo número de quesitos analisados, chegamos à seguinte nota...


  9,7  


É isso aí, gente. Essa foi nossa primeira review! Espero que tenham curtido. Vocês tem todo direito de discordar da maneira como eu julguei cada quesito, e sintam-se livres pra opinar nos comentários (lembre-se de fazê-lo de maneira construtiva!).

Kissu :3

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